Legends of Runeterra: Os dois ângulos de ataque do Lee Sin

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Ilustração de SIXMOREVODKA

Lee Sin é um dos campeões mais problemáticos para o metagame atual de Legends of Runeterra e ele será nerfado em breve para que o público tenha mais prazer em jogar partidas de torneio e ranqueada. Entretanto, o que torna tão efetivo o deck do personagem não é apenas o seu power level, mas sim todo o pacote de possibilidades que existem para a estratégia ser funcional — mesmo que a partida não seja finalizada com apenas um ataque.

Toda essa funcionalidade existe não apenas pela eficiência de finalizar o jogo com apenas um chute do campeão em combinação com a habilidade Sobrepujar, mas também pela dinâmica de ditar o ritmo do jogo, seja com pressão ofensiva do Zed ou eliminando as ameaças do adversário ao atacar com Diana e o próprio Lee Sin. Essa efetividade de ‘tempo play’ também reside em magias que podem ser recursivas tanto para proteger sua estratégia quanto para impedir a do adversário. Negação, Nananinanão e Palma Concussiva são exemplos claros disso.

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Chute letal de Lee Sin com magias suficientes para impedir as respostas do oponente

Com isso, o deck de Lee Sin, independentemente de Diana ou Zed como segundo campeão, funciona como Combo e Tempo, mesmo que eu advogue que ele seja muito mais do segundo arquétipo citado porque sua estratégia é muito mais fundamentada nisso do que nos 20 de dano causados com apenas um ataque ao nexus adversário. Por exemplo, Zenith Blade é uma das ferramentas básicas para ganhar com um único golpe, mas no early game é mais importante usá-la como recurso para compra de carta e tornando uma das suas unidades mais resistente, mesmo que o alvo seja Cabra da Montanha ou Olho do Dragão.

A própria Olho do Dragão é uma das peças mais importantes para estabelecer tempo de jogo contra os decks agressivos, que sempre dificultam a vida de qualquer jogador de Lee Sin. Além de possuir a habilidade Sintonia, algo que já facilita muito a forma com que a reserva de mana é utilizada para a próxima mágica, seus Dragonitos impedem alguns ataques ao nexus e garantem ganho de vida. Em algumas situações, elas são o diferencial agressivo, afinal as unidades 2/1 geradas constantemente podem causar mais dano do que o esperado, principalmente se mais do que uma cópia da seguidora de Ionia estiver na mesa.

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Olho do Dragão em excesso, mas garantindo a pressão de uma maneira inesperada

Leia Mais: Qual formato é ideal para o competitivo de Legends of Runeterra?

O problema a ser consertado

Infelizmente, Lee Sin é um problema atual não apenas pela sua presença de metagame, afinal ele consegue ser combatido por algumas estratégias eficientemente, mas pela forma que os jogadores de Legends of Runeterra se sentem contra algo que gera dano letal em apenas um turno e de maneira pouco interativa. O campeão conseguir finalizar a partida tão facilmente prejudica a experiência de muita gente e isso precisa ser consertado, mesmo que nas partidas competitivas seja menos comum um chute de 20 de dano.

Entretanto, eu não acredito que o caminho correto seja torná-lo inviável porque algumas matchups são bastante complexas e ele pode ser combatido por listas agressivas e habilidades de congelar. Por isso, talvez o ideal seja aumentar o custo do Lee Sin para 5 e até mesmo diminuir 1 de seu ataque, contudo Cascata Lívida é a carta mais “desequilibrada” da decklist e que poderia também ser modificada para “+1/+1 e compre carta na ativação de Anoitecer”.

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Decklist de Lee Sin que me garantiu o Mestre da atual temporada

Legends of Runeterra se encaminha para mais uma atualização muito esperada pelo público e o balanceamento em relação ao deck de Lee Sin é um dos aspectos aguardados pela comunidade. É inevitável que o campeão seja modificado pela dominância que ganhou nas últimas modificações, mas torná-lo inútil novamente seria corrigir um erro com outro erro. Zed voltou a ser relevante apenas com a ascensão do lutador cego e o formato ganhou um combo que exige boas escolhas do jogador para ser recompensado. Em compensação, se não tornar o combo mais difícil, cada vez mais essa estratégia vai tirar prazer de quem gosta de competitivo e afastar público casual, algo que a Riot Games não deveria facilitar com suas escolhas de desenvolvimento.

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Jornalista que se perde em devaneios sobre a vida e cultura pop

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