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“O Gambito da Rainha” deve ser a maior surpresa da Netflix em 2020. A minissérie não era uma das produções mais aguardadas pelo público, mas é uma excelente amostra de sucesso pela forma que adapta o livro homônimo, escrito por Walter Tevis, de maneira envolvente e dinâmica, algo que é bastante complexo de ser feito quando a atmosfera dos principais acontecimentos são durante partidas de xadrez, um esporte mental de nicho.

Na trama, Elizabeth Harmon (Anya Taylor-Joy) é uma jovem que sofre uma tragédia familiar e descobre no seu talento pelo xadrez um refúgio para os problemas que envolvem o seu mundo. Ao mesmo tempo que se torna uma enxadrista renomada, a protagonista se torna cada vez mais dependente do seu vício por calmantes e álcool, dois obstáculos para atingir seus objetivos profissionais. …


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Ilustração de SIXMOREVODKA

Lee Sin é um dos campeões mais problemáticos para o metagame atual de Legends of Runeterra e ele será nerfado em breve para que o público tenha mais prazer em jogar partidas de torneio e ranqueada. Entretanto, o que torna tão efetivo o deck do personagem não é apenas o seu power level, mas sim todo o pacote de possibilidades que existem para a estratégia ser funcional — mesmo que a partida não seja finalizada com apenas um ataque.

Toda essa funcionalidade existe não apenas pela eficiência de finalizar o jogo com apenas um chute do campeão em combinação com a habilidade Sobrepujar, mas também pela dinâmica de ditar o ritmo do jogo, seja com pressão ofensiva do Zed ou eliminando as ameaças do adversário ao atacar com Diana e o próprio Lee Sin. Essa efetividade de ‘tempo play’ também reside em magias que podem ser recursivas tanto para proteger sua estratégia quanto para impedir a do adversário. …


Legends of Runeterra ainda está engatinhando na construção de seu público, afinal ainda não completou um ano de lançamento oficial. Com isso, o cenário competitivo ainda é formado basicamente por eventos realizados pela comunidade ou algumas empresas que já fazem pequeno investimento no LoR. Entretanto, não há um consenso entre os organizadores sobre qual seria o formato ideal para as competições, o que tem permitido muitas experimentações, mas poucos pontos que caminham para uma convicção coletiva.

Apesar de ainda não existir o formato ideal, uma das regras mais utilizadas é o Modo Conquista. Com ele, os jogadores levam uma lineup com três decks diferentes para o torneio e banem aquilo que não querem enfrentar naquela rodada, algo que os obriga a analisar bem qual a melhor alternativa a ser evitada. Dessa forma, todo participante precisa pensar adequadamente como selecionar os três baralhos com base no que está presente no metagame e, ao mesmo tempo, não dar brecha para uma formação que tenha uma fraqueza evidente. …


Legends of Runeterra é uma investida tardia da Riot Games de ter outro jogo além do grandioso League of Legends e adentrar em um gênero nichado. Entretanto, é uma tentativa impressionante pelo número de acertos. LoR é um compilado de pontos positivos gerados pela astúcia dos desenvolvedores ao pegar como base os acertos dos principais concorrentes e, principalmente, melhorar os aspectos que eles são tão falhos. Não é apenas mais um card game desenvolvido para conquistar público dos rivais, mas sim um projeto que exemplifica o que o estilo tem de melhor.

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A principal diferença na versão mobile é que sua mão fica no canto direito inferior da tela

Software e Mobile

Pode parecer besteira elogiar um ponto tão básico que todo jogo deveria ter funcionando bem, mas, infelizmente, isso não é um padrão. Legends of Runeterra já era bastante fluido durante o período que esteve em beta, mesmo com seu visual deslumbrante durante partidas e animações. Nada disso mudou após o lançamento oficial, mostrando que a Riot Games apenas colocou o jogo nas mãos do público exatamente quando poderia. …


Mesmo que você seja o tipo de pessoa que enxergue o futebol como “Pão e Circo”, dificilmente não exista algum tipo de memória afetiva vinculada ao esporte, principalmente em relação à Copa do Mundo, já que esta é uma das maiores paixões do brasileiro. Ela pode ser uma lembrança de momentos felizes do seu passado, o pontapé para criar curiosidade por geografia, história ou até mesmo algo que tenha sido mais determinante na sua vida, como se apaixonar pelo jornalismo esportivo. Por isso, decidi revisitar tais pontos dos mundiais para ver como tais edições ainda permanecem vivas em mim.

Estados Unidos 94: Atlas e International Superstar…


Marvel vs Capcom é uma das franquias de maior sucesso para os jogos de luta, mas que desde sua versão Infinite, o quarto game da franquia que chegou às lojas oficialmente em setembro de 2017, tem alcançado um insucesso alarmante. Enquanto as edições anteriores dos clássicos confrontos entre os personagens da empresa japonesa versus heróis e vilões dos quadrinhos eram sucesso de crítica e público, o título atual não agradou os fãs desde os previews da E3. …


Ao falar de “Coco”, a mais nova animação da Pixar, eu poderia abordar vários aspectos comuns no que escrevo sobre questões técnicas de cinema e séries, mas dessa vez acredito que isso não tenha real importância para mim. O longa aborda vários temas que poderiam ser a base de vários textos diferentes: a luta pelo sonho de vida, a visão negativa da sua família para algo que você ama, a cultura mexicana, ídolos que não são realmente boas pessoas, etc. Porém, nenhum dos assuntos que o roteiro trabalha me instigam mais do que as questões sobre morte e memória.

Essa abordagem do texto é um dos motivos de chamar o longa pelo seu nome original. Além de considerar “Viva — A Vida é uma Festa” uma tradução genérica e incapaz de transmitir o que realmente dá ritmo à história, a versão americana ressalta um dos personagens mais importantes da trama: Coco, a bisavó do protagonista Miguel. No Brasil, decidiram chamá-la de Inês, o que também mudou o título do longa, assim o tornando menos representativo do que realmente é. A idosa é fundamental tanto para criar a proximidade da morte quanto as memórias que se esvaem, além de participar das duas cenas que me deixaram com o rosto coberto por lágrimas. …


Finalizando o trio de listas de produções culturais que mais me agradaram em 2017, chegou a hora de falar dos filmes, o estilo de arte que eu sou claramente aficionado. Ao contrário de álbuns musicais e séries televisivas, eu consumi muitos longas ao decorrer do ano, o que dificulta fazer uma lista que seja muito precisa, já que é inevitável deixar fora do Top 10 obras que gostei bastante. Por isso, já deixo claro que ainda não vi Shape of Water, Darkest Hour, Call me by Your Name, Lady Bird, Project Philadelfia eThe Disaster Artist.

Além disso, os escolhidos são produções que podem ter sido lançadas nos EUA em 2016, mas vieram para o Brasil no ano seguinte. Também há longa que só saiu no exterior, mas não parece ter chance alguma de vir para terras tupiniquins. Por isso, vamos às menções honrosas que quase entraram na lista e pequenas justificativas para não figurarem entre as dez melhores. …


Seguindo com o ritual de listas sobre o ano que passou, após falar sobre os álbuns que mais me agradaram em 2017, é hora de comentar sobre as minhas séries prediletas deste período. Ao contrário de filmes, que eu tive uma dificuldade gigantesca para escolher quais seriam as obras que entrariam no meu Top 10, as produções televisivas que eu realmente vi e gostei muito são poucas, então várias que são populares ou renomadas, como Game of Thrones e Ozark, respectivamente, não têm espaço aqui.

Antes disso, vale ressaltar duas séries que merecem menção honrosa: Dark e Samurai Gourmet. A primeira é mais popular e já tem caído no gosto de muita gente, já que foi criada a comparação errônea entra ela e Stranger Things. A produção é alemã e conta a história de três famílias que estão entrelaçadas há muitos anos, além de mistérios que envolvem tanto estes familiares quanto a própria cidade que eles vivem. Ela vale a pena pelas qualidades técnicas, seja a trilha sonora envolvente ou a fotografia sombria. …


Todo ano eu tenho costume de fazer estas típicas listas do que mais gostei em alguns segmentos da cultura pop. Não é dessa vez que eu deixarei a tradição de lado. Além da típica listagem de longas e séries prediletas, dessa vez decidi abordar um pouco sobre um aspecto que não tenho tanto conhecimento: música. Por isso, o texto não vai ficar ressaltando as questões técnicas de discos e músicas citados, apenas como estes álbuns me conquistaram cada um de uma maneira diferente e o motivo para eles terem dominado tanto meu Spotify.

Kendrick Lamar — DAMN.

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Kendrick Lamar conquistou tudo que podia com DAMN. e deve ser um dos álbuns mais icônicos de 2017. Eu já gostava do trabalho dele, mas não era dos maiores fãs, mesmo o acompanhando desde o disco “To Pimp a Butterfly”. Parte do que me encanta no trabalho do rapper neste disco é como ele consegue dar ênfase em assuntos importantes da sociedade em músicas que conseguem ser mais pop, já que ele aborda vários problemas atuais no Estados Unidos, além de atacar claramente o presidente americano Donald Trump. Mesmo que “HUMBLE” seja a canção mais famosa entre as 14 faixas, “DNA” é minha favorita. …

About

Gustavo Rodrigues

Jornalista que se perde em devaneios sobre a vida e cultura pop

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